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Numa das minhas mais recentes leituras de verão, decidi finalmente acabar de ler o Inferno de Dan Brown. É o sexto livro do autor e o quarto do professor universitário Robert Langdon, foi lançado em 2013 e desde dessa altura que andava ansiosa para o ler. Em dezembro de 2013, nas férias do Natal decidi requisitar o livro porém, no meio de tanto trabalho da época apenas consegui ler um pouco mais de 1/6, mas em dois dias deste verão, devorei estas 551 paginas e, vão por mim quando digo que não vale a pena ler o epílogo do livro, pois faz com que o livro acabe numa parte monótona e não numa das melhores partes da história.

A história passa-se em Itália entre os versos da Divina Comédia de Dante Alighieri. O professor Langdon acorda sobressaltado numa cama de hospital no meio de Florença, sem se conseguir lembrar do que se sucedeu nos seus últimos dias, com uma amnésia nas memórias a curto prazo e, sem se conseguir lembrar de como atravessou o mundo até aquele lugar. Uma sequência de acontecimentos absurdos deixam o professor cada vez mais confuso em relação a esta sua misteriosa viagem até Itália. As pessoas com que se cruza, os homens de preto que o querem matar ou até mesmo a presença de Sienna Brooks, uma jovem médica com um QI excepcional e, ambos vêem-se obrigados a decifrar a obra de Dante Alighieri pela sua cidade de Florença seguindo as pistas mais subtis que encontram pela velha Itália.


Apesar de não ter lido muitos mais dos seus livros e não estar, digamos, moldada à sua escrita, algumas das revira-voltas que aconteceram no livro não me chocaram muito, porém, outras deixaram simplesmente boquiaberta, como li num comentário de uma leitora sobre a obra, "Se lermos o fim e o principio pensaríamos que estávamos a ler dois livros diferentes. É esta a magia de Dan Brown." e não podia concordar mais, é isso que torna o seu livro e a sua escrita tão interessante que nos cola ao livro e nos vicia a este. 

Sempre adorei o autor, pela sua maneira de abordar a História Mundial, como consegue interligar a realidade com o virtual, e como consegue mostrar os diversos monumentos históricos que me cativa ainda mais a ler os seus livros, pois adorooooo ir lendo o livro e pesquisar sobre os museus e monumentos que Dan Brown coloca no seu livro além de, com esta obra ia lendo em simultâneo partes da Divina Comédia.

A própria capa sempre me atraiu muito a minha atenção, os tons escuros e obscuros da capa remontam a um thriller, romance e mistério literário, temos presente numa névoa, umas das peças mais importantes de toda a história, uma máscara da morte e, logo por baixo do título do livro, temos o Il Duomo.

SINOPSE:
"«Procura e encontrarás.»

É com o eco destas palavras na cabeça que Robert Langdon, o reputado simbologista de Harvard, acorda numa cama de hospital sem se conseguir lembrar de onde está ou como ali chegou. Também não sabe explicar a origem de certo objeto macabro encontrado escondido entre os seus pertences.

Uma ameaça contra a sua vida irá lançar Langdon e uma jovem médica, Sienna Brooks, numa corrida alucinante pela cidade de Florença. A única coisa que os pode salvar das garras dos desconhecidos que os perseguem é o conhecimento que Langdon tem das passagens ocultas e dos segredos antigos que se escondem por detrás das fachadas históricas.

Tendo como guia apenas alguns versos do Inferno, a obra-prima de Dante, épica e negra, veem-se obrigados a decifrar uma sequência de códigos encerrados em alguns dos artefactos mais célebres da Renascença - esculturas, quadros, edifícios -, de modo a poderem encontrar a solução de um enigma que pode, ou não, ajudá-los a salvar o mundo de uma ameaça terrível…

Passado num cenário extraordinário, inspirado por um dos mais funestos clássicos da literatura, Inferno é o romance mais emocionante e provocador que Dan Brown já escreveu, uma corrida contra o tempo de cortar a respiração, que vai prender o leitor desde a primeira página e não o largará até que feche o livro no final."

ONDE COMPRAR: Wook, aqui.

ILUSTRAÇÃO DO LIVRO: Blog do Wagner, aqui.

CLASSIFICAÇÃO: ☆☆☆☆☆ (5/5)

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See you soon,
                       Edna

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Umas das minhas recentes leituras foi este magnifico livro de Sarah Sundin intitulado de "Nas asas do amor", ou, originalmente de "A Distant Melody". Este livro faz parte da coleção, nas Asas da Glória e é composta por 3 livros, este, o livro "Nas asas da memória" (originalmente: A Memory Between Us) e o último livro da saga sendo o "Nas asas do amanhã" (originalmente: Blue Skies Tomorrow). Estes três livros completam-se entre si. Falam sobre a vida dos três irmãos Novak, militares durante a segunda guerra mundial. 

"Allie nunca foi suficientemente bonita para agradar à sua deslumbrante mãe, por isso fará qualquer coisa para ter a sua aprovação: até casar com um homem que não ama. Enquanto Allie quase se resigna ao seu destino, o tenente Walter Novak - destemido na cabina de pilotagem, mas sem jeito para as mulheres - vai a casa na sua última licença antes de ser enviado para a Europa, combater pela Royal Air Force durante a Segunda Guerra Mundial.
Walt e Allie conhecem-se e o seu amor pela música junta-os, fazendo-os começar uma correspondência que mudará as suas vidas. Enquanto as cartas vão e vêm entre a base de bombardeiros de Walt, em Inglaterra, e a mansão de Allie, a amizade que cresce entre os dois une-os. Mas serão eles capazes de resolver os segredos, compromissos e expetativas que os separaram" 

Este é sem dúvida o melhor livro que li até hoje e estou desejosa de começar a ler o segundo livro da saga. O livro leva o leitor a sentir tudo o que as personagens estão a passar, e a pensar e meio que, por em causa, as nossas crenças, ideias e ações. Leva o leitor a descobrir-se a ele próprio, mesmo sendo só um romance com o fundo da segunda guerra mundial.
É uma linda história de amor em tempo de guerra e, para quem ama o filme "Pearl Harbor", o meu filme favorito, vai apaixonar-se por este romance de uma ponta a outra e "devora-lo" em poucos dias, graças à escrita cativante de Sarah Sundin que nos prende desde a primeira página. 
Allie é uma jovem rapariga que está à procura do amor, mas que não quer desiludir a sua mãe, para isso, aceita ficar noiva de uma homem que não ama e que não a conhece como Walter a conhece. E Walt, bem, Walt é um jovem piloto da Royal Air Force, um rapaz romântico e meio desajeitado e trapalhão com as mulheres, que conhece Allie e fica perdidamente apaixonado, e quando vai para a guerra, esse amor e amizade com Allie vai crescendo, levando Walter a dizer que Allie é sua namorada na sua base militar, porém, Allie estava noiva de outro homem.
Allie, vai por em causa tudo aquilo que segue e acredita, a sua igreja, especialmente, a sua mãe, a autoridade do seu pai e do seu noivo e a sociedade materialista e superficial onde estava inserida e onde cresceu toda a sua vida, vai deixar tudo para traz para se descobrir a ela mesma ea Ele (Deus), vai ser feliz, vai descobrir uma nova igreja e amigas que lhe vão dizer para desistir do noivado que a prendia à infelicidade e ser ela mesma, uma jovem feliz e apaixonada, deixando então de viver numa sociedade tão materialista e infeliz.
A amizade de Allie e Walt vai cair por Terra e ambos ficarão destroçados quando vêem tudo pelo que lutaram desmoronar-se, quando Walt diz a Allie o que sente, ela está noiva, porém, quando Allie realmente apercebe-se que está apaixonada por Walt, é Walt que estará comprometido. Porém, o destino volta a reuni-los e a amizade e amor volta a crescer entre ele, e, uma das mais bonitas cenas do livro, acontece numa estação de comboios, quando Allie salta de um comboio em movimento para ficar com o amor da sua vida, o seu eterno apaixonada Walter Novak.

Hope you liked! Have a great week!
See you soon,
                       Edna


Cidades de Papel, de John Green, foi, possivelmente, o único livro interessante (ou o único que me lembro) do qual conclui a leitura nos últimos meses e, é mesmo por isso que o trago até vós aqui no blog, fazendo um pequeno comentário à cerca desta obra.


Embora eu goste de ler lentamente, as obras de John Green causam-me aquela excitação típica de querer ler mais e mais até acabar por não ter mais palavras por onde passar os olhos, e este livro não foi exceção, pelo que o li em quatro dias.







Fotos da autoria da Edna

Claro que, não o leria se John não fosse o meu escritor preferido (o que não quer dizer que conheça muitos escritores, mas...), tanto pela sua “insensibilidade” humorística quando fala de certos contextos que, normalmente, são falados com tristeza como pela sua maneira de não nos pôr a odiar o livro inteiro só porque a personagem principal morreu ou partiu numa viagem à descoberta do Mundo, como é o caso de Paper Towns. Talvez aprecie tanto a sua escrita pelo facto de quase todas as suas personagens principais terem aquele espírito e cede de descobertas, ou por me identificar com as suas personagens mais reservadas, ou por me identificar com a escrita do próprio autor. Talvez as três razões.
A personagem principal de Cidades de Papel, de seu nome Margo Roth Spiegelman, é conhecida como alguém que não gosta de regras ou rotina, e todas as suas aventuras são comentadas nos corredores da sua escola, as quais envolvem tomar chá com a rainha de Inglaterra. Margo é bastante popular e cheia de si aos olhos de quem não a conhece, sendo que, na verdade, ninguém a conhece; pode dizer-se que ela é um mistério: “Ela adorava tanto mistérios que se tornou num.” (página 8)
A mesma caracteriza-se a si própria, metaforicamente, como sendo uma rapariga de papel a viver numa cidade de papel, usando a palavra “papel” para dar ênfase ao facto de tudo na sua vida ser frágil/facilmente quebrável e incerto, assim como ela mesma.
Atacado pela ilusão de uma Margo aventureira e destemida, Quentin nutre fortes sentimentos por ela, sua vizinha e amiga desde tenra idade. Apesar de os dois terem acabado por se afastar ao longo do tempo, uma noite, Margo surge na janela de Q e convence-o a acompanhá-la numa noite de pregar partidas aos seus amigos, visto que todos lhe haviam feito algo de errado recentemente. Tudo isto vai dar ao momento em que Margo Roth Spiegelman desaparece misteriosamente como em todas as outras vezes em que partiu para as suas viagens repentinas e Quentin segue todas as pistas que ela deixa, acabando por encontrá-la.

Pessoalmente, o 4º livro de John Green não me desapontou de todo. Como esperava, estava bastante bem escrito e a sua descrição permitiu-me imaginar cada detalhe da história. Contudo, o final poderia ter sido um pouco mais desenvolvido, visto que Quentin passa a maior parte do livro a seguir as pistas de Margo para a encontrar e, quando a encontra, parece algo demasiado vulgar para o tempo que Q dedicou à procura de Margo. No entando, compreendo que a ideia seja passar para o leitor o que o vizinho de longa data de Margo sentiu quando descobriu que, afinal, Margo não era tão espetacular e cheia de vida como ele a pintava e que a melhor parte de toda aquela busca fora o tempo que ele passara com os seus amigos a planear tudo, na viagem de carro até à Cidade de Papel onde a encontrou.

Recentemente o livro foi adaptado ao cinema e, uma história tão linda como esta é algo a não perder! Espero que tenham gostado!
Até ao próximo post,
                                  Ana